Dia 23 de Maio. O telefone toca. Sem forças para levantar da cama e ir atender esse maldito aparelho telefonico que sempre acaba me acordando.
Deixo cair na secretária eletrônica.
- Oi Be, é a Fernanda, vamos sair hoje para aquele bar que toca Rock, indie Rock? ..bom, me liga. Beijos e queijo.
FUCK. Isso está me matando por dentro.
Dia 08 de Abril, estava no shopping andando sem rumo, quando encontrei ela, ou ela me encontrou (indiferente), Fernanda. Fazia tempo que não a via, desde o tempo do colégio. Está bonita e sorridente como sempre.
Conversamos e trocamos telefones. Cheguei em casa e corri para meu facebook para adiciona-la.
O maior erro de um relacionamento é deixar com que ele influencia seu modo de pensar e de agir. Comecei a escutar todas as músicas que ela curte, algumas eu já curtia, outras nunca tinha ouvido falar.
O problema é que uma música apresentada por uma maldita pessoa, vai sempre te fazer lembrar dela.
E, fazer o que, cacete de gosto musical. Coloquei todas no meu Ipod.
Passado um bom tempo de muitas conversas e risadas, marcamos de sair.
É horrivel como essa cidade pode ser tão fria e cinzenta, cheia de pessoas sem ter o que fazer e individualistas, sem um pingo de companheirismo.
Estava no carro, escutando John Butler Trio, sentindo aquele som me deixando levemente embebedado de alegria, quando olho para o lado e vejo pessoas de rua comendo de uma lixeira. Ando mais um pouco e, vejo um casal entrando no Ráscal com uma Porsche Cayenne. Puta desigualdade filho da puta. Queria muito é viver no maior lifestyle Into the Wild - Alexander Supertramp. Isso sim é vida.
Mas mesmo com todas as coisas loucas dessa cidade eu me pego no egoísmo involuntário que prega meu coração e minha mente contra todos os meus princípios. Relacionamentos. Que coisa de louco. E ainda por cima, somos voluntariamente inseridos neles. É engraçado me pegar pensando em você, em todas as músicas que você me passou e mesmo assim sentir aquele medo terrivel de me machucar novamente. Minha cabeça é uma confusão. A sua cabeça, meu Deus, é uma confusão ao cubo. E mesmo assim eu não me deixo um dia esquecer a sua existência. Que tanto me deixa feliz. Que tanto me deixa com medo.
São lindo os momentos no qual ficamos juntos, nos abraçando, nos beijando, sentindo e ouvindo nossas respirações. São dificeis quando estamos longe e fico pensando no que você está fazendo, no que você está pensando. O que pensa de mim. O que pensa de nós.
Paro, penso, sinto, reflito e concluo. NADA!
e por fim, FODA-SE tudo e FODA-SE todos. Não sei o que fazer, disso estou certo. Vou deixar essa sensação aflorar, vou deixar esse relacionamento me pegar, vou deixar o sofrimento amargo tomar conta de mim nos momentos dificeis, mas espero sinceramente, que nos momentos felizes, pelo menos, você esteja ao meu lado. Com esse seu lindo sorriso.
Chega de pensar sentado na cama, vou me levantar, me arrumar e ir para o Milo ver a Fernanda. Hoje é dia de ser feliz involuntariamente.
Olá, encontrei este espaço indo ao Clube do Livro. Tenho alguns textos lá também ("A garçonete" e "A Moreninha"). Gostei do jeito como você escreve. Não pare! Organize-se e continue postando. Deixo aqui o link para você visitar o meu blog também...
ResponderExcluirhttp://ymaia.blogspot.com
Parabéns!